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Se para muitos, o graffiti não é uma forma de arte, o tagging – rápida definição: desenhar nome ou assinatura usando spray – é simplesmente horrendo. Não requer mestria e é uma forma de autorepresentação ao contrário do graffiti que sendo arte urbana pode ser tido como forma de expressão de um tema sócio-político.

Há autarquias que gastam rios de dinheiro para cobrir os muros das suas cidades apenas para os verem de novo taggados num curto espaço de tempo. Mas há quem tenha percebido que o graffiti é verdadeiramente uma obra de arte e que entre graffiters há uma espécie de código de honra: sobre o que um writer (assim se designam os artistas) pinta, outro não pode pintar. Assim, surgem iniciativas como a que a Câmara Municipal de Matosinhos está a dinamizar. Convidou writers nacionais e estrangeiros para criarem trabalhos em edifícios públicos e com este gesto de democratização da street art apostam também na dinamização turística da cidade.

Voltando aos tags. Por serem quase sempre ilegíveis são considerados irritantes e ainda mais odiáveis.

Mathieu Tremblin tentou resolver isto da impossibilidade de ler tags. O artista francês, considerado por muitos como estando na vanguarda da experimentação da arte urbana, converte letras feias em mensagens legíveis.

Por cá, gostámos da ideia.

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